09 dezembro 2010

Não se para de falar sobre o WikiLeaks. Mas você sabe o que é ?

Nota: WikiLeaks não está associado ao Wikipédia nem a Wikimedia Foundation. Não confundir com website wiki.

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"Pode se tornar tão importante ferramenta jornalística como o Freedom of Information Act". - Time Magazine


WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site, posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. Apesar do seu nome, a Wikileaks não é uma wiki - leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo.

De acordo com uma entrevista de janeiro de 2010, a equipe da WikiLeaks é constituída por menos de dez pessoas a trabalharem em regime de horário completo, mas especula-se que a Wikileaks conte com algo entre mil e dois mil voluntários, que trabalham ocasionalmente - a maioria sem qualquer contrapartida financeira. Entre os intelectuais, ativistas, jornalistas e programadores listados pela Wikileaks como membros de seu conselho, estão o australiano Phillip Adams (produtor do clássico documentário Corações e mentes), o brasileiro Chico Whitaker (proponente e articulador do Fórum Social Mundial), o chinês Wang Dan (um dos líderes dos protestos da Praça Tiananmen em 1989) e Ben Laurie (criador do Apache-SSL e um dos maiores especialistas mundiais em segurança de rede).

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As atividades da Wikileaks tiveram enorme repercussão mundial após a divulgação de uma grande massa de documentos secretos do exército dos Estados Unidos, reportando a morte de milhares de civis no guerra do Afeganistão por militares norte-americanos. Julian Assange, o fundador da Wikileaks, vazou (daí o nome leak: vazar, em inglês, isto é, tornar pública uma informação reservada) parte dos quase 92 mil documentos recebidos de um colaborador para The New York Times, The Guardian e Der Spiegel e depois publicou-os na Internet.

Assange defendeu a confiabilidade do material vazado sobre o conflito e disse que os documentos contêm evidências de que crimes de guerra foram cometidos por tropas de diversas nacionalidades, em especial pelas forças estadunidenses, durante a ocupação militar do Afeganistão.

 Leia mais sobre a história do site  aqui 
 
Desde que começou a divulgar centenas de milhares de telegramas secretos de diplomatas norte-americanos, o site WikiLeaks vem enfrentando dificuldades para se manter no ar. Depois de sofrer ataques de negação de serviço e ter suas páginas tiradas do ar por dois provedores dos Estados Unidos, a organização teve de migrar seus arquivos para um servidor na Suíça.

O WikiLeaks, que começou a pedir doações de colaboradores para poder se manter, já teve contas bloqueadas pelo banco PostFinance, pelo sistema de pagamentos online PayPal, e pelas operadoras de cartão de crédito Visa e MasterCard. Todos alegam que as atividades praticadas pela organização são consideradas “ilegais”, o que permitira os bloqueios.



O grupo Anonymous, por outro lado, considera que tanto os bloqueios quanto a prisão de Assange, que é acusado de estupro e agressão sexual pela Justiça da Suécia, sejam uma forma de censura ao trabalho do WikiLeaks. “Embora não estejamos filiados ao WikiLeaks, lutamos pelas mesmas razões. Queremos transparência e combatemos censura”, declarou o grupo. Desde o começo da semana, já foram identificados ataques contra o PayPal, o PostFinance, a Visa, a MasterCard e a Promotoria de Justiça Sueca.



Que comece a revolução!!!!

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